Padrões de evidência

Padrões de evidência científica

A Conquer Social Anxiety existe para disponibilizar informação clara, compassiva e cientificamente responsável sobre a ansiedade social.

Isto significa que não tratamos todas as afirmações como tendo o mesmo grau de certeza. Algumas ideias são fortemente apoiadas pela investigação. Outras são promissoras, mas ainda estão em desenvolvimento. Algumas podem ser clinicamente úteis, embora tenham recebido menos estudo direto. Outras são especulativas, exageradas ou não devem ser recomendadas.

Esta página explica como a CSA avalia e comunica a evidência. Para conhecer o processo editorial mais amplo que orienta os conteúdos da CSA, consulte as Diretrizes editoriais.

Porque são importantes os padrões de evidência

As pessoas que procuram ajuda para a ansiedade social encontram frequentemente afirmações muito confiantes: soluções rápidas, métodos milagrosos, suplementos, aplicações, «segredos», promessas de cura ou recomendações de tratamento apresentadas como se fossem adequadas para todas as pessoas.

A CSA adota uma abordagem diferente.

A ansiedade social é real, dolorosa e muitas vezes tratável. No entanto, a mudança psicológica é complexa. Pessoas diferentes podem necessitar de formas de apoio diferentes, e a evidência disponível varia consoante o tema, a população, o tratamento e os resultados analisados.

Como a CSA utiliza a evidência

A CSA recorre a vários tipos de evidência ao criar conteúdos educativos.

Estes podem incluir orientações clínicas, revisões sistemáticas, meta-análises, estudos revistos por pares, enquadramentos diagnósticos, modelos psicológicos estabelecidos, manuais de tratamento e raciocínio clínico cuidadosamente qualificado.

Páginas diferentes exigem tipos de evidência diferentes. Uma página sobre diagnóstico deve basear-se nos enquadramentos diagnósticos atuais e na orientação clínica. Uma página sobre tratamento deve considerar a investigação sobre os resultados dos tratamentos e as recomendações das orientações relevantes. Uma página sobre vergonha, ruminação ou evitação pode recorrer mais a modelos psicológicos, estudos experimentais, teoria clínica e investigação relacionada.

A CSA procura deixar claro quando uma afirmação está bem estabelecida, quando representa uma interpretação razoável e quando a evidência permanece limitada.

Categorias de evidência

A CSA não utiliza classificações por estrelas para tratamentos ou conceitos psicológicos. Estas classificações podem fazer com que a evidência pareça mais precisa do que realmente é. Em vez disso, a CSA utiliza categorias descritivas e formuladas em linguagem clara para ajudar os leitores a compreender o nível geral de apoio.

Estas categorias são ferramentas de comunicação, e não um sistema científico formal de classificação. A categoria adequada pode depender da população, do resultado, do formato e da afirmação específica considerada.

Evidência extensa

«Evidência extensa» significa que um tema ou tratamento foi estudado repetidamente, geralmente através de muitos estudos, revisões e contextos clínicos.

Nas páginas sobre tratamentos, esta categoria é reservada a abordagens com uma base de evidência ampla e geralmente consistente para a ansiedade social, sobretudo quando são apoiadas por importantes orientações clínicas.

Evidência sólida

«Evidência sólida» significa que existe um apoio significativo da investigação, frequentemente incluindo estudos controlados, revisões ou reconhecimento em orientações clínicas. A evidência pode ser mais limitada, mais específica ou mais dependente do contexto do que a incluída na categoria «extensa».

Esta categoria pode aplicar-se a algumas opções de tratamento, classes de medicamentos ou processos psicológicos que têm um bom apoio, mas que continuam a exigir uma avaliação individual cuidadosa.

Evidência moderada

«Evidência moderada» significa que a investigação sugere uma função útil, mas a base de evidência pode ser menor, menos específica para a ansiedade social, mais variável ou menos estabelecida do que a das abordagens de primeira linha.

Um tema nesta categoria pode continuar a ser clinicamente relevante. «Moderada» não significa «má» nem «inútil». Significa que a CSA deve descrevê-la com a devida prudência.

Evidência emergente

«Evidência emergente» significa que a investigação inicial ou em desenvolvimento sugere um possível valor, mas que continuam a ser necessários estudos mais sólidos, replicações ou mais evidência específica sobre ansiedade social.

A CSA pode abordar métodos emergentes quando são relevantes, mas evita apresentá-los como soluções estabelecidas.

Evidência limitada ou indireta

«Evidência limitada ou indireta» significa que a base de investigação relevante é pequena, mista, indireta ou não é claramente específica para a ansiedade social.

Algumas ideias podem ser úteis para o bem-estar geral, para a compreensão pessoal ou como complemento de outras formas de apoio. Não devem ser apresentadas como tratamentos estabelecidos para a ansiedade social, a menos que a evidência apoie essa afirmação.

Evidência sobre tratamentos

A CSA descreve os tratamentos para a ansiedade social de acordo com a solidez, a qualidade, a relevância e os limites da evidência disponível.

A terapia cognitivo-comportamental, em particular a TCC individual desenvolvida especificamente para a perturbação de ansiedade social, tem a base de evidência mais sólida e extensa. Os métodos baseados na exposição e as experiências comportamentais são frequentemente incluídos na TCC baseada na evidência e podem ajudar as pessoas a testar previsões temidas e a aproximarem-se de situações que, de outra forma, poderiam evitar.

A medicação, em particular determinados antidepressivos, também pode ser informada pela evidência e útil para algumas pessoas. A adequação da medicação depende da situação individual, incluindo possíveis benefícios, riscos, efeitos secundários, outras condições de saúde e preferências pessoais. As decisões relativas à medicação devem ser tomadas com um profissional médico qualificado.

Outras abordagens, incluindo a terapia de aceitação e compromisso, a terapia psicodinâmica, a terapia focada na compaixão, a terapia metacognitiva, as abordagens baseadas em mindfulness e o treino de competências sociais, podem oferecer opções úteis ou componentes dos cuidados. A quantidade e a relevância da evidência diferem entre estas abordagens, e o seu valor pode depender da pessoa, da dificuldade específica que está a ser abordada e da forma como o tratamento é aplicado.

Informado pela evidência não significa igual para todas as pessoas

Cuidados informados pela evidência não significam que todas as pessoas devam receber exatamente a mesma intervenção da mesma forma.

A investigação pode indicar-nos o que tende a ajudar grupos de pessoas. Não pode substituir completamente uma avaliação individualizada, o julgamento clínico, a história pessoal, o contexto cultural, as dificuldades coexistentes, as preferências individuais, a disponibilidade para a mudança, o acesso aos cuidados ou a relação terapêutica.

Por isso, a CSA procura combinar o respeito pela investigação com o respeito pelas diferenças individuais.

O que a CSA evita

A CSA evita linguagem que faça a evidência parecer mais sólida do que realmente é.

Não prometemos curas nem resultados garantidos, não utilizamos linguagem milagrosa ou persuasão baseada no medo e não fazemos afirmações exageradas, como «isto funciona para todas as pessoas».

A CSA também evita recomendações de produtos baseadas em evidência fraca, afirmações clínicas influenciadas por relações de afiliados e recomendações comerciais apresentadas como aconselhamento de saúde mental.

Quando a evidência é incerta

Algumas questões importantes sobre ansiedade social ainda não têm respostas claras.

Quando a evidência é incerta, a CSA procura dizê-lo. Isto pode implicar explicar que os resultados da investigação são mistos ou preliminares, que os estudos incluíram sobretudo populações específicas, que a evidência é indireta ou que um conceito é clinicamente plausível, mas ainda não foi adequadamente testado.

Investigação, teoria e raciocínio clínico

Nem todas as ideias psicológicas úteis provêm do mesmo tipo de estudo.

Alguns conceitos são apoiados por grandes ensaios de tratamento. Outros recorrem a modelos cognitivos, investigação sobre regulação emocional, teoria do desenvolvimento, observação clínica, investigação qualitativa ou resultados de áreas relacionadas.

A CSA pode abordar teoria e raciocínio clínico quando estes ajudam a explicar a ansiedade social, mas não devem ser apresentados como factos estabelecidos, a menos que a evidência justifique esse nível de confiança.

Sempre que possível, a CSA distingue entre resultados de investigação, explicações teóricas, interpretações clínicas e orientação prática.

Pode saber mais sobre o trabalho da CSA relacionado com a investigação na página Pesquisa sobre ansiedade social.

Referências e fontes

As principais páginas educativas devem incluir referências relevantes quando adequado.

Nem todas as frases necessitam de uma citação, mas as afirmações importantes sobre diagnóstico, prevalência, tratamento, medicação, processos psicológicos ou resultados de investigação devem ser fundamentadas em fontes credíveis.

A CSA dá prioridade a fontes como orientações clínicas, revisões sistemáticas, meta-análises, estudos revistos por pares, manuais diagnósticos e modelos psicológicos bem estabelecidos.

As fontes são consideradas no respetivo contexto. Um único estudo, preprint, artigo de opinião ou artigo conceptual não deve ser tratado como equivalente a um conjunto consistente de investigação replicada.

Atualização da evidência

O conhecimento científico muda.

As páginas da CSA podem ser atualizadas quando surge nova evidência, as orientações mudam, afirmações mais antigas necessitam de maior nuance, uma página fica desatualizada ou leitores, profissionais clínicos ou investigadores identificam um problema importante.

Relação com os cursos e recursos da CSA

A CSA pode disponibilizar os seus próprios cursos, materiais de aprendizagem e recursos psicoeducativos estruturados.

Estes recursos devem ser descritos com honestidade. Um curso da CSA não deve ser apresentado como psicoterapia, tratamento garantido ou substituto de cuidados individualizados. As afirmações sobre aquilo em que um curso pode ajudar devem corresponder ao seu propósito real, conteúdo e evidência disponível.

As ofertas comerciais não devem determinar o que a CSA afirma sobre ansiedade social, tratamento, diagnóstico, medicação ou recuperação.

Responsabilidade do leitor e apoio profissional

A CSA fornece informação educativa. Não fornece diagnóstico, psicoterapia, aconselhamento médico, aconselhamento sobre medicação ou apoio em situações de crise.

Os conteúdos educativos podem ajudá-lo a compreender a ansiedade social, preparar perguntas úteis e tomar decisões mais informadas. Não podem determinar o que é adequado para a sua situação particular.

Contacto e correções

A CSA agradece comentários ponderados.

Se identificar uma afirmação que pareça desatualizada, pouco clara, exagerada, insuficientemente fundamentada ou potencialmente enganadora, pode contactar a CSA através da página de contacto.

As correções e atualizações fazem parte da manutenção da confiança.

Continue a aprender

Estas páginas explicam com maior detalhe o processo editorial, os fundamentos de investigação e o âmbito educativo da CSA.

Tratamento da ansiedade social

Compare as principais abordagens de tratamento informadas pela evidência e a forma como a CSA descreve o apoio científico disponível.